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Brasília, Brazil
introduçao a macumba forte

sexta-feira, 19 de maio de 2017

"(...) Eu também nunca me canso. Sou um tempo líquido a escorrer por dois lábios de margens. Este renovar do meu corpo, a cada instante, não impede que seu seja o narrador líquido destas estórias. Eu sou Kubanganzanene, o Rio. Um rio não corre nunca a mesma água. O que fica do meu Ego são as minhas memórias, aprisionadas ao corpo-barro das margens que apreendem a vida dos homens e do mundo. Eu deslizo, sou o sangue da Terra, sou veia e este também é o meu destino, meu eterno destino e sou feliz. No entanto, não me peçam explicações de coisa alguma porque não sei explicar coisa nenhuma. A minha Filosofia, se existe, é simples e rasa. Limito-me a observar e a narrar os factos tal qual aconteceram ou tal e qual chegaram até mim. A minha Metafísica resume-se a este constante e eterno fluir."

O Barqueiro e a Kianda, conto de Namibiano Ferreira. Texto completo aqui

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