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quarta-feira, 15 de junho de 2016

IMORALIDADE

Nancy Charak

As vezes me sinto borbulhando, cheio de verbo, cheio de amor e foder,  como árvore matada pra fazer papel. Sou uma entidade profana, ao invés do bem quero tudo, enquanto tudo forço e mal me dou. Eu sinto nas minhas flores um cheiro de sexo. Ele Deus-Sol e eu girassol. Ele nada e eu com medo de perder. Eu insustentável e ele a empurrar. Eu quero foder num paraíso de felicidade. Ele diz não e é feliz. Dez vezes eu fui pro Egito e dez vezes eu tive depressão. Eu fui pra lua diminuir meu peso. Na lua são os anjos que limpam o meu aquário, mas eles não sabem escrever.


*texto produzido numa oficina do Coletivo Aevum, com uma lista de palavras feita por outra pessoa. Foi um misto de meu animus com o que eu notei da associação de palavras da pessoa com meu ser neurótico.

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