com penas de galinhas das mais lindas, meus inimigos
pra que não entreguem minha cabeça!!!!!
neiguinhas de diversas religiães, vejam com suas próprias mões
e no fim do dia, se o fascista cai doente
vejo de longe uma imensidão branca na rodoviária e sonho de olhos muito abertos que às sextas feiras todos os macumbeiros da cidade se desencontram ali para pegar os ônibus pras suas roças, e percebo que para sonhar assim seria preciso que as malhas viárias da cidade fossem pensadas também a partir dos caminhos dos pretos. aproximo e acordo um acordo neurótico de que imensos são os homens de branco que fazem mar de gente ao lado das famílias coloridas que entregam roupas, mantimentos, escovinhas de dentes, os homens santos de brancura recebem os lenços, casacos e bonés brancos como uma oferenda para seus desencarceramentos algum dia, no futuro do bom comportamento. os caminhos dos pretos não são pensados nem quando vamos nos foder na cadeia, que vontade de entregar-lhes pontas de lança pra ferir as malhas pretas das armaduras dos canas trajando apenas armaduras baratas das roupas do saidão, acabar co a valentia desses porcos demonstrando serviço de porco diante de qualquer mostra de que o preto preso ainda se faz espontâneo numa rodoviária arquitetada para sempre dar dinheiro aos brancos, dinheiro físico e dinheiro das palavras que é o simbolico que me foi roubado assim que percebi que a convenção de macumbeiros da rodoviária era meu delírio de fuga do fato de que sempre estão tentando nos botar a maldita da máscara pálida.arranco-a e imponho em meu delírio de dentes grandes assustadores de negro uma máscara africana sorrindo o sorriso de cria que fecha o corpo de todos os obás antiestado, amorais, criminoloucos. apologia é o que eu quero fazer, à morte de toda essa burrice de prender em porões, busões e outras ideias brancas. E que seja morte violenta pra estragar o enterro igual disseram no filme daquele branco consciente pois desses mascarados aí também pretendo roubar o direito a qualquer memória e liberdade de delírio.
Eu
Tu
Elu
Nós
Vós
Elos que inventamos para suportar o fato de que não podemos segurar todas as palavras e nem abraçar todas as experiências sós, mas que juntos pelos menos podemos inventar que sim e escolher as mentiras que queremos contar
Eu e minhas repetições não conseguimos nos separar. Quando ouso, retorno, e quando paraliso é que tudo se torna eterno enterro. nao existe lugar para o meu desejo no mundo, ou não existe possibilidade de desejo aqui neste lugar, que por pouco não chamei de meu.
Antes que a única possibilidade de vida seja a morte dos que amo, antes da forclusão, prefiro que me falte o ar para terminar a sentença.
repetir, repetir, repetir, e ponto.
Se sem o outro não posso elaborar, com ele só posso fazê-lo ao repetir
triste paixão
agora serei alfabetizada em francês pois dizem que é lá onde vivem os filósofos
do desejo que existe na minha digressão
pra que não entreguem minha cabeça!!!!!
parece que em todas as minhas relações me perdi. E quando me encontro novamente só, é difícil ter certeza se ainda sou exibida, apressada, se ainda vou na frente, me estrepo e volto de cara limpa como se o estrepar não fosse de meu feitio. Ainda quero ser aquela mesma que pedala, escala, joga futebol e machuca os joelhos feliz. Pois fez e viveu.
Não ter mais vergonha do fixo e nem culpa da vergonha só consegui na natureza, não no amor romântico, que, gozante, acaba sempre vindo como a velha novidade
,
e isso é de novo o difícil das relações, querer viver o novo nelas quando o seu rumo irredutível é o conhecido. E buscar o dinâmico no amor ainda se parece com as minhas vergonhas.