Eu
Tu
Elu
Nós
Vós
Elos que inventamos para suportar o fato de que não podemos segurar todas as palavras e nem abraçar todas as experiências sós, mas que juntos pelos menos podemos inventar que sim e escolher as mentiras que queremos contar
Eu
Tu
Elu
Nós
Vós
Elos que inventamos para suportar o fato de que não podemos segurar todas as palavras e nem abraçar todas as experiências sós, mas que juntos pelos menos podemos inventar que sim e escolher as mentiras que queremos contar
Eu e minhas repetições não conseguimos nos separar. Quando ouso, retorno, e quando paraliso é que tudo se torna eterno enterro. nao existe lugar para o meu desejo no mundo, ou não existe possibilidade de desejo aqui neste lugar, que por pouco não chamei de meu.
Antes que a única possibilidade de vida seja a morte dos que amo, antes da forclusão, prefiro que me falte o ar para terminar a sentença.
repetir, repetir, repetir, e ponto.
Se sem o outro não posso elaborar, com ele só posso fazê-lo ao repetir
triste paixão
agora serei alfabetizada em francês pois dizem que é lá onde vivem os filósofos
do desejo que existe na minha digressão
pra que não entreguem minha cabeça!!!!!
parece que em todas as minhas relações me perdi. E quando me encontro novamente só, é difícil ter certeza se ainda sou exibida, apressada, se ainda vou na frente, me estrepo e volto de cara limpa como se o estrepar não fosse de meu feitio. Ainda quero ser aquela mesma que pedala, escala, joga futebol e machuca os joelhos feliz. Pois fez e viveu.
Não ter mais vergonha do fixo e nem culpa da vergonha só consegui na natureza, não no amor romântico, que, gozante, acaba sempre vindo como a velha novidade
,
e isso é de novo o difícil das relações, querer viver o novo nelas quando o seu rumo irredutível é o conhecido. E buscar o dinâmico no amor ainda se parece com as minhas vergonhas.