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Brasília, Brazil
introduçao a macumba forte

domingo, 15 de abril de 2018

o temperamento idealista segundo o poeta xirley

perdi de novo
por desatençao
que lombra ne

um mestre tai chi me avisou em sonho dia 28/12
dia 26/01 minha mente me alerta de novo trazendo minha primeira lembrança sobre o assunto
"acreditar nas pessoas" é assim que eu existo
dói muito o tempo todo
vou fazer o que, não acreditar nunca mais? acreditar metade?
ser desatenta não consigo é meu defeito, bebi o veneno

logo depois um inferno astral só meu para eu ficar bem triste e ter metade da minha familia num acidente no inicio do meu novo ciclo

dia 26/2, já renovada, meus guias ja nao aguentam eu indo em direçao a minha propria derrota e começam a dar sinais terroristas de que a queda da torre é inevitável, meus piores pesadelos e delírios todos ali para me ajudar, trabalhando numa peça teatral homérica e eu inutilmente embasbacada com tudo ao não lembrar que mesmo na minha época, onde o romance era 1 real, a qualidade da existencia era justamente a decadencia diante da virada racional que ja se achegava a todo vapor cobrando um alto preço

é claro que ignorei tudo isso, afinal de contas o que é o amor se não a capacidade de relativizar tudo em nome de algo que ainda vai ser construído... acreditar nas pessoas! acho que deixei de anotar pelo menos 3 sonhos que lembro claramente e nem vou anotar porque eu espero q sejam cremados e as cinzas jogadas no mar da minha inconsciencia de onde vieram como monstros e tsunamis

eu não queria perder ESSE sentido
porque sem ti
dor

a verdade é que eu só tinha medo de acabar com tudo antes do fim, que só pode ser no outono, entao fui matando ou deixando morrer aos poucos e ficando muito apavorada com toda a podridao, o cheiro da decomposição, essas coisas que a morte é rainha em ilustrar, é o último por do sol  em que verão o laranja ficar vermelho e finalmente tudo preto, só escuridão

o cinza frio vento-cortante separou minhas metades
a que ama e a que sai ao mundo desejante
a que ama mais uma vez perde, por desatençao
(pois a atenção hoje em dia já é quantificável e passível de norma)
sobra a que anda
de dentro do mar que ela mesma chorou, kianda

kinada