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introduçao a macumba forte

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

verdade interior

   Não se trata de compreender as formas, mas de observar o movimento, tomar consciência do transitório. A natureza segue seus próprios ciclos, cada ser tem o dever de controlá-la e alimentá-la, adequando-se sempre ao momento presente.


os animais vivem e esse é o seu fim, eles se adequam à sua própria natureza e a natureza os faz prosperar e decair no tempo correto.O ser humano deve se adequar à sua própria natureza para que assim a natureza prospere



O HOMEM NO TEMPO
O TEMPO NO HOMEM


O SER

self

terça-feira, 29 de abril de 2014

MÓDULO 46 - Dos dois lados nenhum



ÂNGULO 3
Ela irá em repentino ir. Vôo e chão. Dirigirá a toda velocidade não sabendo aonde ir. Indo. A mão desconectada no volante. 0 pé desconexo no acelerador. Bifurcação? Dos dois lados nenhum. Urgência em encontrar caminho. Subitaneidades adormecidas explodirão em móveis cores caladas. Ela vai pensar em telefonar para o amigo arquiteto. Mas se lembrando. Havia prometido à filha nunca mais se encontrar com ele. Ela seguirá o caminho de grutas sombrias e imersões sem reflexos. Nunca mais? Nunca menos. Nunca nada. Nunca nunca. Vento ventania vendaval. Urgência velozmente fluxo mover ir. Onde aonde ir? De onde? Desde. Lado nenhuns. A viagem prescrita entre as negações de bocas inteiras em metades de palavras. A meia-lua se pondo no horizonte sem horizontes. Ela ficará em escuros mapas. Velozmente refluxos. Ela nunca verá onde começa o arco-íris. Recuará além do violeta e avançará aquém do vermelho. Vermelhos. Desvermelhos. Ultravermelhos. Subroxos. Ela irá onde de onde onda flecha minuto. Onde aonde? Nem reverá os dois lados de sua vida. Pensará na ultra-passagem não pensando. Desfibração desencruzilhada irremediável nenhuma foz. Lado nenhuns. 0 cerco do ir. 0 círculo móvel fechando moles direções. Desaguadouro de seus rios termináveis.


As Doze Cores do Vermelho, de Helena Parente Cunha.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

cotidiano

Ontem fui à sua casa, você estava no computador. Disse oi, sentei numa poltrona velha. Você estava no computador. Eu estava triste. Você veio do computador até mim, pediu-me uma massagem. Depois dormimos, de costas um pro outro. Estou no computador. A massagem foi boa.

Eu te amo, mas cada vez mais acho que sou só eu.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

just a little pinprick

Hoje tive uma conversa com um dos meus. Jogou na minha cara que amo errado, que não sou sincera com meus amores e menos ainda comigo mesma. Que adoro cuspir minha indiferença ao mundo e que, mais ainda, cuspo a indiferença que não necessariamente sinto, só porque posso.


O que pessoas inabaláveis fazem quando a terra treme? por ser tão filha do ar achei que a terra não me fizesse diferença, mas a terra está ali debaixo dos meus pés, entre meus dedos.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

espírito de Estado

Cada dia mais merda por aqui. Merda te cercando por todos os lados, entrando pelos ouvidos e preenchendo os corpinhos que cagam. O odor não sai mais de nossas narinas e ainda sim é impossível acostumar-se. As mães abortam pequenos cocozinhos para que cresçam e continuem a cagar por todos os cantos. Muito cigarro pra tanta vontade de cagar.